Ateus são imorais?

nomes de deus moral religião psicologia

“Os setenta e dois nomes de Deus”, Oedipus Aegyptiacus, séc XVII


Uma revisão recente
avaliou as diferenças entre teístas (pessoas que acreditam em um ou mais deuses) e ateus no que concerne à moral.

A pesquisa foi motivada por um relatório baseado em amostras de 40 países, que apontou que a maioria das pessoas crêem que o comportamento dentro de padrões morais depende da religiosidade. O interessante é que essa ideia é mais comum em países pobres, como Egito, Gana e  El Salvador. No Brasil (que está nesse grupo), 86% contra 13% acham que é preciso acreditar em Deus para ser ético.

Outro estudo interessante evidencia que, pelo menos nos EUA, teístas tendem a discriminar socialmente mais que ateus. O título do paper é instigante: “Por que não praticamos o que pregamos? Uma revisão meta-analítica do racismo religioso” (tradução minha). Pessoas religiosas tendem a ser mais caridosas e pró-sociais, no entanto parte desse altruísmo tende a ser dirigido somente a pessoas do mesmo grupo religioso.

Apesar disso, ateus são vistos negativamente em culturas onde há predomínio de pessoas religiosas (isto é, o mundo quase todo). Um estudo aponta que a desonfiança (distrust) é o principal motivo do preconceito contra ateus. Dito de outra forma: pessoas religiosas tendem a ver não-crentes como indivíduos nos quais não se pode confiar.

No que diz respeito à moral, teístas e ateus discordam sobretudo em questões relacionadas à sexualidade e à obediência à autoridade, no entanto há tendência ao consenso quando o assunto é injustiça ou dano ao próximo.

A revisão conclui:

Although the two groups may sometimes disagree about which groups or individuals deserve justice or their compassion, these core moral intuitions form the best basis for mutual understanding and intergroup conciliation.

Leia o artigo completo: Morality and the religious mind: why theists and nontheists differ

ResearchBlogging.orgAzim F. Shariff, Jared Piazza, & Stephanie R. Kramer (2014). Morality and the religious mind: why theists and nontheists differ Trends in Cognitive Sciences, 18 (9) : http://dx.doi.org/10.1016/j.tics.2014.05.003

Hall, D., Matz, D., & Wood, W. (2009). Why Don’t We Practice What We Preach? A Meta-Analytic Review of Religious Racism Personality and Social Psychology Review, 14 (1), 126-139 DOI: 10.1177/1088868309352179

Katie Simmons, James Bell, Richard Wike, & Alan Cooperman (2014). Worldwide, Many See Belief in God as Essential to Morality PewResearch Center (http://www.pewglobal.org/)

Gervais, W., Shariff, A., & Norenzayan, A. (2011). Do you believe in atheists? Distrust is central to anti-atheist prejudice. Journal of Personality and Social Psychology, 101 (6), 1189-1206 DOI: 10.1037/a0025882

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Listen to your heart

cérebro coração gravura desenho olivia knapp

Encontrei no BoingBoing essa série de gravuras, retratando cérebros e outros órgãos ,da artista Olivia Knapp. Os desenhos são feitos à moda antiga, com papel e tinta, lembrndo muito as gravuras do século XVII, com seus intricados padrões de linhas nas partes sombreadas.

No site da artista dá pra ver os detalhes. Confira lá.

(Dá também pra comprar originais)

:: Leia também aqui no blog  Arquivo do MetArte e imagens em psiquiatriaBelas artes, neurologia e neurociências

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Compulsão poética

epilepsia rima alteração da linguagem

Algumas pessoas com epilepsia do lobo temporal podem apresentar uma curiosa síndrome relacionada à personalidade: religiosidade intensa, alterações da sexualidade (normalmente hipossexualidade), hipergrafia e  pensamento e discurso circunstanciais. Chamamos esse fenômeno de Síndrome de Gastaut-Geschwind.

Já escrevi sobre hipergrafia aqui no blog. Segundo um dos pesquisadores que nomeiam a síndrome, Geschwind,  haveria uma tendência nesses pacientes ao  ”extenso e, muitas vezes compulsivo, desenho ou escrita“, característica de uma atividade elétrica anormal interictal em foco temporal, detectada no eletroencefalograma.

O Mind Hacks e o Neuroskeptic chamam a atenção para o relato recente de um caso interessante de hipergrafia relacionada a epilepsia. Mas aparentemente não há outros sintomas da síndrome de Gastaut-Geschwind no caso publicado: Compulsive versifying after treatment of transient epileptic amnesia

O relato é de uma senhora de 76 anos que passou a escrever poesias compulsivamente após diagnóstico e tratamento de epilepsia, caracterizada por perda episódica da memória. Os versos tinham como característica aliterações e trocadilhos. Um exemplo, extraído do caso:

My poems roams,
They has no homes
Yours’, also, tours,
And never moors.

As associações por assonância são uma alteração do pensamento encontrado na mania ou na esquizofrenia mas, diferente da paciente do caso, o discurso resultante normalmente é incoerente. Segundo o relato, a compulsão poética da paciente durou aproximadamente seis meses, sendo substituída por poemas eventuais e um particular gosto por trocadilhos.

ResearchBlogging.org
Waxman, S. (1975). The Interictal Behavior Syndrome of Temporal Lobe Epilepsy Archives of General Psychiatry, 32 (12) DOI: 10.1001/archpsyc.1975.01760300118011

Trimble, M., & Freeman, A. (2006). An investigation of religiosity and the Gastaut–Geschwind syndrome in patients with temporal lobe epilepsy Epilepsy & Behavior, 9 (3), 407-414 DOI: 10.1016/j.yebeh.2006.05.006

Woollacott IO, Fletcher PD, Massey LA, Pasupathy A, Rossor MN, Caine D, Rohrer JD, & Warren JD (2014). Compulsive versifying after treatment of transient epileptic amnesia. Neurocase, 1-6 PMID: 25157425

:: Leia também aqui no blog  Torrente de palavrasGentle on my mindPoe e os lobos frontais

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Egos de plástico

barbie humana transtorno dismórfico corporal

Tinha vontade de escrever um texto sobre um fenômeno psíquico estranho, turbinado nos últimos anos pelas redes sociais: as pessoas que transformam radicalmente seus corpos para parecerem deliberadamente artificiais. Falo de gente como a ucraniana que quer ser a Barbie, o filipino que quer ser Superman e o brasileiro que quer ser o boneco Ken. E a lista cresce todo dia, basta acompanhar na sessão de notícias bizarras dos jornais.

Não preciso mais escrever o texto que tinha planejado, eis que já o encontrei mais ou menos feito no Estadão: Mais bonitos, mais jovens, mais interessantes. E de preferência para sempre.

Mesmo sem a pretensão de sugerir diagnósticos para pessoas que não me pediram isso, parece impossível não associar esses comportamentos a uma espécie de variação do quadro de dismorfia, no qual a pessoa se torna patologicamente preocupada com uma característica física imaginada ou pouco perceptível de seu corpo, mas que ganha enorme destaque.

A autora fala um pouco das motivações psicológicas por trás desse comportamento e cita, apropriadamente, o transtorno dismórfico corporal.

:: Leia também aqui no blog  A mente como laboratórioGênero neutroPeso desejado

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Síndromes do mundo

síndromes ligadas a cultura psiquiatria koro

Já escrevi sobre o Amok e outras síndromes ligadas à cultura aqui e aqui.

A MenteCérebro traz uma interessante matéria que explica como questões culturais podem influenciar a manifestação de transtorno psiquiátricos ao ponto de se considerar que determinadas síndromes só existam em partes específicas do globo.

Até o momento, as evidências sugerem que o meio em que vivemos e os valores de nossa sociedade podem influenciar a expressão das doenças mentais. Também é inegável que em culturas muito diversas se apresentam transtornos psicológicos totalmente diferentes, o que nos leva a pensar que a interação entre o mundo interno e o ambiente em que vivemos pode ser decisiva para a manifestação de um ou outro sintoma. 

Leia lá: Transtornos estrangeiros

:: Leia também aqui no blog  Olhando tortoSindrome de ParisAmok

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Cartum #77

TOC cartum humor

(via Overdose Homeopática)

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Lícito a ilícito

bayer heroina dependência química drogas psiquiatria

Encontrei uma boa matéria ilustrada traçando a história da legalidade de nove drogas recreativas: Cocaine, LSD, And 8 Other Street Drugs That Used To Be Legal

Do uso da cocaína como anestésico local, passando pelo uso terapêutico do MDMA (ecstasy) nos anos 80, até a legalização recente da maconha em alguns países, a matéria faz um passeio pela história de outras drogas menos faladas hoje em dia, como o peyote e a psilocibina de cogumelos.

Deve interessar a quem faz tratamento de dependência química.

:: Leia também aqui no blog A mente como laboratórioDrogas, anos 60História secreta da psiquiatria

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Psicoterapia milenar

Bhagavad Gita filosofia psiquiatria psicoterapia

Na última edição do American Journal of Psychiatry, destaque para o Bhagavad Gita, um dos principais textos filosófico-religiosos do Hinduísmo.

O texto descreve o diálogo entre o jovem príncipe Arjuna e Krishna – este último a encarnação, ou avatar, do deus Vishnu – que aconselha o monarca antes de uma guerra.

Estudiosos indianos modernos têm chamado a atenção para os aspectos psicoterápicos do texto, sobretudo aqueles existenciais, comportamentais, humanísticos e de gerenciamento de crises.

Psychotherapy in India often incorporates therapeutic pearls from the Gita. Contemporary Indian psychiatry also considers spirituality as a core ingredient of mental health

O texto da revista seleciona algumas passagens que sublinham o aspecto terapêutico das escrituras. Vale a pena ler: Psychotherapy in the Bhagavad Gita, the Hindu Scriptural Text

(Uma curiosidade, a música Gita de Raul Seixas é livremente inspirada no capítulo X do livro hindu)

:: Leia também aqui no blog  Loucura na Era ClássicaLições de filosofiaReligião e cognição

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Rede de conhecimento

twitter ciência psiquiatria rede acadêmica

As pessoas aqui no Brasil tendem a achar que o twitter está “ultrapassado”. E está mesmo: como rede de compartilhamento de coisas pessoais, o facebook cumpre muito melhor o papel. Mas há um uso pouco lembrado, que tem crescido de maneira interessante: a utilização profissional – mais precisamente, acadêmica – da ferramenta.

Sou um usuário fiel do twitter há algum tempo. Lá conheci e troco informações com pessoas interessadas em psiquiatria, psicologia e neurociências do mundo todo. A rede social do passarinho torna possível trocar impressões com professores, autores de livro e sumidades em geral de maneira horizontalizada. Foi lá que conheci Vaughan Bell (um sujeito simpático que estuda português), Neuroskeptic, Mo Costadi e o blog The Neurocritic, só pra citar alguns.

Além disso encontro e leio diariamente papers novinhos em folha sobre os assuntos do meu interesse.

Um artigo recente da Nature explora o uso crescente das redes sociais por pesquisadores: Online collaboration: Scientists and the social network 

Nesse artigo conheci o ResearchGate, uma sólida plataforma estruturada como rede social que reúne pesquisadores do mundo todo (atualmente com 4,5 milhões, e contando).

Infelizmente tenho esbarrado com poucos profissionais brasileiros nessas redes. Alguém sabe onde esse pessoal está?

:: Leia também aqui no blog  CureusImposturas intelectuaisEsquizofrenia em destaque

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Mergulho na consciência


Narcose
é um belíssimo curta quase documental que mostra o que acontece na cabeça d0 mergulhador Guillaume Néry durante os 5 minutos que permanece em apneia. Néry é campeão de freedive, uma prática de mergulho de grandes profundidades sem equipamentos para respiração.

O filme mostra segundo a segundo a experiência da narcose pelo dióxido de carbono que provoca um turbilhão de imagens na mente do mergulhador.

A fotografia é muito bonita. O curta é uma pequena obra de arte. Assista em tela cheia e com fones de ouvido para aumentar a sensação de imersão na experiência.

(Encontrei no Mind Hacks)

:: Leia também aqui no blog  Facetas da doença mentalBibliofilia 8Emaranhado de memórias

O palhaço triste

robin williams suicídio depressão humor

To truly laugh, you must be able to take your pain and play with it. — Charlie Chaplin

O comediante norte-americano Groucho Marx ficou conhecido por suas sacadas rápidas e azedas, disparadas para todos os lados nas telas do cinema em comédias clássicas dos anos trinta e quarenta. O apelido do humorista vinha da palavra inglesa para “resmungão” ou “mau-humorado”, grouchy. É dele a célebre frase: “Eu me recuso a fazer parte de um clube que me aceita como sócio“.

Charles Chaplin era reconhecido no meio profissional pelo talento e  perfeccionismo, que coabitavam o mesmo espírito do homem temperamental e atormentado, conhecido por mudar os rumos do cinema no século XX. Um jornalista certa vez escreveu sobre o diretor de O Grande Ditador: “nunca conheci homem que se aproximasse mais intelectual e emocionalmente do tipo ‘Hamlet‘ do que Charles Spencer Chaplin”.

Buster Keaton, Jerry Lewis, W.C. Fields, Stephen Fry, Jim Carrey, John Belushi. A lista de palhaços tristes é grande.

(Aqui no Brasil, um exemplo recente é Fausto Fanti, da dupla Hermes & Renato, morto recentemente)

A morte do ator Robin Williams por provável suicídio esta semana chamou a atenção para o lado – aparentemente indissociável – sombrio da grandes mentes da comédia. Essa face escura do bufão aparece  cristalizada na ópera do século XIX, Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo e em referências recentes, como na cinebiografia do comediante Andy Kauffman, O mundo de Andy

Aparentemente Williams lutava há alguns anos contra o transtorno bipolar e dependência química.O artista chegou a falar recentemente em entrevistas do peso de “fazer rir o tempo todo”, criado pela expectativa das pessoas.

Em janeiro deste ano, uma pesquisa publicada no British Journal of Psychiatry analisa os traços de personalidade prevalentes em um grupo de mais de 500 comediantes de sucesso (já falei sobre esse artigo aqui). Segundo os autores, parece haver uma estreita relação entre a habilidade de fazer rir e traços psicóticos. Quem já assistiu a algum sketch da trupe de comediantes inglesa Monty Python, sabe do que os pesquisadores estão falando.

A relação entre criatividade e transtorno mental, que parece mais bem estabelecida, também pode explicar um pouco o que acontece com essas pessoas. Para fazer humor é preciso agilidade mental e capacidade de improviso, além de uma penetrante capacidade de observação, características de um funcionamento mental criativo.

Resta saber se nesse seleto clube de ilustres sócios é possível prever e evitar tragédias como a que aconteceu a Robin Williams.

* Recomendo dois textos interessantes sobre o tema: Sad clown: No laughing matter e  Split Personalities

:: Leia também aqui no blog  Humor psicóticoGenialidade e sofrimentoMania criativa

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Um mundo assombrado por demônios

exorcismo psiquiatria demônio esquizofrenia

O ser humano mal reconhece os demônios de sua criação. – Albert Schweitzer

Esbarrei com um paper publicado em 2012 num certo Journal of Religion and Health (para minha surpresa ranqueado A2 pelo Qualis) que sugere que alucinações na esquizofrenia seriam causadas por demônios. Leia lá: Schizophrenia or posession? (tente o artigo completo aqui)

Segundo o autor, a dolorosa experiência da pessoa com esquizofrenia é, na verdade, uma ilusão provocada pelo contato com imagens criadas por demônios. Ainda segundo o autor, todo paciente deve ser encaminhado ao curandeiro/feiticeiro local para tratamento.

We thought that many so-called hallucinations in schizophrenia are really illusions related to a real environmental stimulus. Illusions are transformations of perceptions, with a mixing of the reproduced perceptions of the subject’s fantasy with the real perceptions. One approach to this hallucination problem is to consider the possibility of a demonic world.

Como pesquisador da esquizofrenia, acho que preciso deixar claro meu ponto de vista. A “teoria” do autor – que não passa de uma opinião pessoal, na melhor das hipóteses, movida por uma ingenuidade infantil (melhor crer nisso, do que levantar logo a hipótese de puro charlatanismo) – insulta não só os pesquisadores e profissionais sérios da saúde mental, mas também – e principalmente – as pessoas que sofrem dessa doença.

Numa rápida pesquisa pelo autor, encontrei que ele tem publicados artigos sobre o efeito anti-oxidante de certas substâncias sobre lesões isquêmicas experimentais. Estariam os radicais livres que causam lesão tecidual pós-isquêmica associados de alguma forma a entidades infernais? Será que o doutor M. Kernal Irmak também acha que os mesmos demônios podem ter seus dedos maléficos metidos nesse processo?

Provavelmente, não. Essa divisão absurda e radical dentro da cabeça de um suposto “pesquisador” não me surpreende, todavia. Seu despreparo intelectual também não. A ignorância é audaz, eu sei, mas o que me surpreende é um periódico supostamente sério publicar uma baboseira dessas.

Bem entendido, considero a relação entre cultura, religião e psiquiatria interessantíssima. Sua compreensão sendo indispensável para a atuação de qualquer profissional que se aventure pela saúde mental. Mas precisa haver método na abordagem de um tema tão delicado quanto complexo.

Não duvide que é possível abordar cientificamente esse campo. Tome-se como exemplo este excelente relato de caso: Transtorno afetivo bipolar de difícil controle e “encosto”: um caso da interação entre medidas terapêuticas técnicas e religiosas (Tofoli, 2004)Na discussão o autor faz um paralelo entre os modelos explicativos do fenômeno (TAB de difícil controle) e tenta, no final, apontar para a interface entre a clínica, a cultura e a religião, tomando o cuidado de considerar o peso específico de cada um desses elementos para o paciente em questão.

Pode parecer que não, mas a validação de ideias infundadas e preconceituosas como a do artigo dos demônios contribui para o emperramento da abordagem efetiva dos transtornos mentais graves, que deve ser feita com toda a delicadeza e respeito pela pessoa que sofre.

:: Leia também aqui no blog  A psiquiatria respondeEsquizofrenia e desintegraçãoA esquizofrenia chega ao Brasil

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O cérebro como instrumento

 

Encontrei no Open Culture um ótimo vídeo de animação que resume os achados científicos que nos levam a crer que tocar um instrumento musical faz o cérebro funcionar de forma diferente, melhor. (Até já comentei sobre isso, aqui)

How playing an instrument benefits your brain mostra as principais funções cerebrais envolvidas na atividade de criar música a partir de um instrumento, e de como isso pode beneficiar outras funções cognitivas como memória e planejamento.

É por essas e outras que eu não largo mais minha guitarra :)

:: Leia também aqui no blog  Gentle on my mindMúsica e dopaminaCérebro e criatividade musical

Genética da esquizofrenia

DNA esquizofrenia genética

Na semana passada foi publicado na Nature um artigo que deve firmar um marco na história da esquizofrenia. Um enorme consórcio internacional de centros de pesquisa encontrou significância estatística na relação entre 108 e genes e esquizofrenia. Leia o artigo na íntegra aqui: Biological insights from 108 schizophrenia-associated genetic loci

O esforço de 300 autores que pesquisaram mais de 36 mil pessoas com a doença e 113 mil controles resultou em um trabalho importantíssimo para o avanço da compreensão de um transtorno mental muito grave e complexo.

Encontrei um ótimo texto que explica os achado do artigo: Exciting findings in schizophrenia genetics – but what do they mean?

The idea of a GWAS is to look across the entire genome at over a million such variants for ones at higher frequency in disease cases than in controls. That difference in frequency might be very minor (say, the “A” version might be seen at a frequency of 30% in cases but 27% in controls), but with such a huge sample size, that kind of variation can be statistically significant. In epidemiological terms, the variant that is more common in cases is termed a “risk factor” – if you have it, you are statistically more likely to be in the case group than in the control group. 

Vale a pena ler com calma, tanto o artigo quanto o texto que o comenta.

:: Leia também aqui no blog  Esquizofrenia e desintegraçãoA esquizofrenia chega ao BrasilEsquizofrenia em destaque

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Arquivo do Met

lucas van leyden metropolitan louco

O Metropolitan Museum of Art disponibiliza um imenso arquivo de 400.000 imagens digitalizadas em alta definição no seu site. O uso acadêmico não-comercial é livre.  Excelente para quem, como eu, gosta de ilustrar aulas com arte.

Espere encontrar o que há de melhor: Dürer, Picasso, Vermeer, Delacroix, Klimt e muitos outros.

Acima, uma gravura de Lucas Van Leyden de 1520 intitulada “Um louco e uma mulher”. (Clique pra ver em alta definição)

Vai lá: The Metropolitan Museum of Art – The Collection Online

:: Leia também aqui no blog  Arteterapia na terra da RainhaBelas artes, neurologia e neurociênciasArte e imagens em psiquiatria

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