Cartum #76

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(via The Awkward Yeti)

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Suicídio em The Lancet

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A primeira edição do The Lancet Psychiatry, de junho deste ano, trouxe como tema o suicídio.

Até o momento, a maioria dos artigos está disponível gratuitamente aqui.

Recomendo especialmente dois artigos sobre facetas diferentes do tema: um sobre literatura, falando do famoso “contágio suicida” da obra Os Sofrimentos do jovem Werther de Goethe  - Goethe’s Werther and its effects – ; e outro sobre aspectos neurobiológicos do auto-extermínio - The neurobiology of suicide.

:: Leia também aqui no blog  A esperança além do suicídioO mito decisivoO negativo da vida

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Teoria unificada das terapias

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Se a mente é uma só, por que há tantas teorias psicológicas para entendê-la? Como um cérebro conversando com outro pode gerar mudanças que podem amenizar ou curar transtornos mentais?

Essas, definitivamente, não são perguntas fáceis de serem respondidas. Encontrei no Mind Hacks a dica de um interessante artigo da Nature que aponta para a importância, à luz das atuais descobertas sobre o cérebro, de uma tentativa de unificar neurociência/neurofisiologia e teorias psicológicas: Psychological treatments: A call for mental-health science

Moreover, despite progress, we do not yet fully understand how psychological therapies work — or when they don’t. Neuroscience is shedding light on how to modulate emotion and memory, habit and fear learning. But psychological understanding and treatments have, as yet, profited much too little from such developments.

No final do século XIX, antes de falar de Complexo de Édipo e Inveja do Pênis, Sigmund Freud era um jovem e promissor neurocientista. Seus estudos sobre o sistema nervoso de lampreias quase o levaram a descobrir o neurônio. Transformando uma história longa em curta: não podendo avançar na compreensão anatomofisiológica do sistema nervoso central humano – por limitações metodológicas da época -, Freud resolveu seguir o sentido contrário, tentando adivinhar como os processos cerebrais funcionavam a partir de seu resultado último: as emoções.

(Um ótimo relato da saga de Freud pode ser lido no ótimo livro The Age of Insight, que já citei aqui.)

Que desmaiem os lacanianos, mas vivo dizendo que, vivo fosse em nossos tempos, Freud seria um neurocientista, provavelmente estudioso de neuroanatomia funcional.

:: Leia também aqui no blog  A psiquiatria respondePsicanálise em quadrinhosViagem pela mente

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Pesadelos infantis

Artur Tress pesadelos fotografia crianças

O fotógrafo Arthur Tress conseguiu penetrar no mundo onírico de crianças e criou uma série de imagens que retratam pesadelos infantis.

Com ajuda de um psicanalista, entrou em contato com algumas crianças e criou as sombrias fotos baseando-se no relato de sonhos angustiantes dos pequenos.

Veja o resultado clicando aqui, ou na imagem acima.

:: Leia também aqui no blog  Gênero neutroPlaneta particularVastas emoções e pensamentos imperfeitos

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Cartum #74

Psicanálise édipo cartum humor

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Mitos sobre o cérebro

 

Você sabia que não usamos apenas 10% do cérebro e que temos 14 bilhões de neurônios a menos do que acreditávamos antes?

O vídeo acima desfaz sete ideias equivocadas sobre o funcionamento do cérebro. [Em inglês]

:: Leia também aqui no blog  Viagem pela menteMúsica e dopaminaUma olhada no cérebro

A mente como laboratório

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Psiconautas
são pessoas que tentam entender a própria mente “viajando” dentro dela com o auxílio de substâncias psicoativas. Normalmente se interessam por tradições místicas que envolvam estados alterados de consciência e provam diversos tipos de indutores desses estados ao longo de seus experimentos.

Uma nova tendência tem surgido em meio à proliferação crescente de drogas psicoativas. Hoje é relativamente fácil comprar legalmente pela internet substâncias recém-desenvolvidas com efeitos psicodélicos, normalmente baseadas em outras já conhecidas como LSD e MDMA(ecstasy). Usuários, principalmente da Europa, têm feito experiências pessoais com essas drogas a fim de descobrir seus efeitos. O resultado normalmente é compartilhado com outras pessoas através de blogs ou de sites colaborativos como o pyschonautwiki.

Normalmente que usa esses compostos – que ainda não são considerados ilegais, pois são produzidos em pequenos laboratórios e em pequena escala, de modo quase artesanal – são pessoas com algum background em química ou farmacologia. Nem preciso dizer o quanto essas experiências são perigosas.

Recentemente saiu uma matéria do The Guardian sobre o assunto: Psychonauts explore unknown world of legal highs – with themselves as lab rats

:: Leia também aqui no blog  Chá de ZabumbaAs viagens de Oliver SacksHistória secreta da psiquiatria

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Intermezzo

 

Final do expediente de sexta-feira no consultório. Depois de uma tarde inteira de consultas, e de uma leve dor de cabeça, o último paciente. Sempre simpático, senta na minha frente e procura algo no bolso; joga um pendrive em cima da mesa – é um presente:

- Taí, doutor. Novecentos mega de rock! Tem de tudo.

E tem mesmo: do clássico ao farofa, com alguma coisa mais recente. Ele gosta de rock  e sabe que eu também gosto – e me fez essa delicadeza que só fãs de música entendem.

Quando eu estiver bem cansado tenho que lembrar que é por momentos assim que vale a pena fazer o que faço.

(Acima, um dos clássicos que vieram no pendrive, “Paranoid” do Black Sabbath)

Violência na copa e na sala.

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Daniel Barros, psiquiatra com coluna no Estadão, chama a atenção para a violência fora dos estádios no interessante artigo Quem apanha em dia de jogo?

No ano passado pesquisadores do Reino Unido publicaram um estudo da frequência de violência doméstica relatada à polícia durante as Copas de 2002, 2006 e 2010, comparando-a com os dados dos anos anteriores. Os resultados são algo perturbadores: nos dias em que a Inglaterra jogou houve aumento de violência doméstica em todos as Copas analisadas. Pior do que isso, se o time ganhava o aumento era de 26%, mas quando a Inglaterra perdia o aumento era de 38%.

O autor cita dois artigos que avaliam o aumento da violência no âmbito doméstico em dias de jogo de futebol. É isso: além da violência institucional que é aturar feriados descabidos durante um mês inteiro aqui na Zâmbia, a Copa do Mundo ainda pode ser combustível para violência física.

:: Leia também aqui no blog  O inconsciente e a bolaDesenhos animados e violênciaMassacre, memória e fotografia

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Cartum #73

Cartum futuro

(Via The New Yorker)

no futuro, no future
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Alucinações

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O último suplemento do Schizophrenia Bulletin é todo dedicado ao fenômeno das alucinações. O número pode ser todo acessado gratuitamente aqui: Hallucinations.

Chamo a atenção para dois ótimos artigos:

Culture and Hallucinations: Overview and Future Directions – um estudo sobre como o conteúdo e forma das alucinações podem ser moldados pela cultura. Explora também o significado cultural dado à experiência psicopatológica.

Emerging Perspectives From the Hearing Voices Movement: Implications for Research and Practice – paper sobre um movimento internacional que agrupa pessoas que sofrem de alucinações, familiares e profissionais e tenta dar um significado humano ao fenômeno.

:: Leia também aqui no blog  Esquizofrenia em destaqueNovas idéias sobre uma velha doençaLoucura na Era Clássica

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Música para esperar #2

baladas soul música de espera

Dando continuidade a outro post sobre músicas para salas de espera de consultório, continuo com uma seleção de músicas e não de discos como da outra vez.

Fiz uma coletânea de baladas soul, misturando doowop mais clássico com algumas coisas dos anos 70. O título da coletânea é bem direto: Soul Ballads. Espero que agrade.

(Todas as músicas podem ser escutadas abaixo ou no Grooveshark)

 
Soul Ballads by Fluxo do Pensamento on Grooveshark

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Antes de partir

andrew george right, before i die tanatologia psicologia

Time is so precious. God, it’s precious…

Imagine receber o diagnóstico de uma doença terminal. Imagine o que se pode pensar antes de ir embora. Imagine enfrentar o maior momento de sua vida, a morte, com dignidade.

A tocante série de retratos do fotógrafo americano Andrew George intitulada Right, before I die é sobre viver os últimos momentos com coragem e tranquilidade. No trabalho, o fotógrafo documenta pessoas em estágio terminal e aponta seus relatos em palavras diretas e comoventes, cheias de vida.

“These portraits convey my admiration of 20 men and women who face an impending death and do so with acceptance and peace,” says George. “I believe it takes real courage to accept that everything we see as so vital and integral to our lives will vanish. Some of us will have the fortitude to go beyond the fear of our mortality and confront this unknown journey bravely.”

Clique aqui para ler uma matéria sobre o ensaio: Touching Portraits of People Facing Death with Acceptance and Peace

:: Leia também aqui no blog  A correnteAmor, perda e risosVivendo com a doença de Alzheimer

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Cartum #71

vida trabalho diversão cartum

(por Odyr)

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Gênero neutro

chloe aftel agender

© Chloe Aftel 2014

 

A fotógrafa Chloe Aftel decidiu fotografar uma zona de fronteira. A dicotomia masculino-feminino não tem limites precisos para algumas pessoas que não conseguem se identificar com nenhum dos dois gênero.

Na série de retratos intitulada “Agender“, Aftel fotografa pessoas que não fazem questão de se enquadrar nos pólos definidos da sexualidade. Os jovens Edie (foto), Sasha e Rain são documentados delicadamente pela lente da artista dentro de seu universo indefinido.

A ideia de fotografar essas pessoas surgiu depois de um incidente trágico. O jovem Sasha Fleischman teve sua saia queimada dentro de um ônibus a caminho da escola no ano passado, em San Fransciso. Shasha sofreu ferimentos graves. O ocorrido chamou a atenção da mídia para o tema da definição dos gêneros e reaqueceu um debate antigo.

Clique na foto para ver mais imagens.

:: Leia também aqui no blog  Rosa e azulPlaneta particularAs faces da dependência

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