Amor delirante

Erotomania (ou síndrome de De Clèrambault, para os que gostam de epônimos) é o nome que se dá em psicopatologia ao delírio cujo tema é a idéia de ser amado(a) por uma pessoa geralmente ilustre ou inacessível.

O indivíduo acometido pela síndrome desenvolve a convicção, por meio de interpetrações delirantes, que a figura que supostamente o ama dá sinais sutis do seu interesse, ou mesmo que comunica claramente (geralmente através de alucinações auditivas) o seu amor pelo doente.

A síndrome geralmente ocorre na esquizofrenia paranóide, nas psicoses maníacas e nos quadros demenciais.

Aqui vai o link para um bom artigo de revisão sobre o assunto: Síndrome de De Clèrambault: uma revisão bibliográfica

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2 Responses to “Amor delirante”

  1. Paulo Hudson
    20/02/2011 at 12:55 am #

    Excelente artigo. Comecei a ler, recentemente, o “Erotomania” — coletânea de textos clássicos organizada por Manoel Berlinck e German Berrios. O livro já abre com uma brilhante revisão do conceito de erotomania, desde “a doença geral causada por um amor não correspondido”, passando pela confluência com o que se entende hoje por satiríase/ninfomania ou um “excesso de amor físico”, até chegar ao conceito atual que se consolidou com De Clèrambault. Só São Berrios salva… A propósito, que filme é este?

  2. S. Albuquerque
    20/02/2011 at 11:31 am #

    Tive a idéia de fazer esse post lendo o Berrios. :)

    Esse é um filme antigo e meio trash (1935) com o genial Peter Lorre sobre o amor louco do Dr. Gogol por uma atriz de teatro.

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