Megaproblema

São Paulo Megacity estudo psiquiatria

Imagine que, num dado momento, um vagão de metrô com 30 pessoas parte da Estação da Sé, em São Paulo.

Seis pessoas dentro desse vagão terão o diagnóstico de um transtorno ansioso (ansiedade generalizada, pânico, fobia etc). Três pessoas – não necessariamente as mesmas do grupo anterior – terão um transtorno mental grave. Se pensarmos num trem inteiro de, digamos, dez vagões, a matemática é simples: serão 60 pessoas com algum transtorno de ansiedade e 30 (um vagão inteiro!) de pessoas com um trasntorno mental considerado grave.

A comparação que fiz é um tanto imprecisa do ponto de vista estatístico – já que a amostra num vagão de metrô não é nem de longe a ideal-, mas serve bem para ilustrar o impacto causado pelos dados apresentados pela São Paulo Megacity Mental Health Survey. A pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria da USP é um trabalho epidemiológico monumental que avaliou a prevalência de transtornos mentais na população da Grande São Paulo.

Os dados impressionam. Entre eles, a prevalência de 10% de transtornos mentais graves. Nos EUA, estudos apontam para taxas ao redor 4,5%.

Vale a pena ler o artigo na íntegra e utilizar os dados recém saídos do forno em pesquisas, aulas ou artigos. Para ver um panorama geral e ilustrado dos dados, saiu uma matéria na Folha sobre o estudo.

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