Archive | March, 2012

Dostoiévski, suicídio e paranoia

Encontrei uma excelente dica de leitura no ótimo blog Ler para Contar, de Ju Diniz.

O texto A Docilidade em Dostoiévski dá uma palhinha da novela Uma Criatura Dócil de um dos gigantes da literatura russa.

Na história, uma jovem de 16 anos, órfã e pobre, é levada a se casar com um usurário mais velho, cuja personalidade é marcada pelo ciúme e paranoia. O romance relata a breve história do casamento, a partir da perspectiva atormentada do marido, em desespero pelo suicídio da mulher.

Vai lá.

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Shakespeare e o suicídio

Gostei deste texto que li no blog The Art of Psychiatry sobre o suicídio nas peças mais famosas de William Shakespeare.

A autora Katrina Davis discute, com um sutil senso de humor, como seria possível salvar os personagens do trágico fim pelo auto-extermínio. Ela sugere, por exemplo, que nos dias de hoje Ofélia (da peça Hamlet) poderia ser encaminhada a um serviço de Intervenção Precoce para manejo de um primeiro surto.

We have seen that there are a number of deaths in Shakespeare tragedies our society might view as preventable. Public health measures against suicide and poisoning may have helped Juliet, and her Romeo might have been helped by offender rehabilitation. Treatment for mental health or emotional problems might have helped Hamlet and Lady Macbeth. An integrated approach to assessing and managing cognitive decline may have helped King Lear and his family.

É em inglês, mas vale a pena ler com calma.

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Jogo do axônio

Axon é um jogo online bem divertido e simples. O objetivo é expandir ao máximo as projeções axonais do seu neurônio clicando nas proteínas ao longo do caminho e tentar fazer a conexão mais longa possível no tecido cerebral.

Parece fácil no começo, mas tudo complica quando você encontra um neurônio rival.

Sim, a neurociência pode ser divertida! Clique aqui ou na imagem pra jogar.

(Dica: clique em “The Science” no menu principal do jogo para entender os fundamentos biológicos nos quais o jogo se baseia.)

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Bibliofilia 8

O curta acima em stop-motion conta uma bela história de amor no mundo da literatura.

Spike Jonze acerta mais uma vez.

Tumblr

Criei um tumblr para rapidinhas: fluxopensamento.tumblr.com

Vai lá.

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Tolstói e as lições da morte

Reserve alguns minutos para ler o artigo A Night in Arzamas – How Tolstoy’s obsession with mortality became a teachable moment.

O texto fala da presença do tema ‘medo da morte’ na obra de Liev Tolstoi (destacando a famosa novela “A Morte de Ivan Ilitch“) e de como suas idéias ajudaram a moldar o que chamamos hoje de tanatologia.

Tolstoy “anticipat[es] freely and indirectly the revelations of the medical analyst”, Napier wrote. Ilych evolves though stages of denial, anger, bargaining and depression before arriving eventually at a tragically short-lived state of acceptance: “Well, then, let there be pain”, Ilych thinks to himself before finding that his fear of death has been finally extinguished.

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Flores para o fim de uma era

Em 2003 o hospital psiquiátrico Massachusetts Mental Health Center estava prestes a ser demolido depois de nove décadas de funcionamento.

A artista Anna Schuleit enxergou a possibilidade de deixar uma lembrança bela do hospital para a posteridade, preenchendo a construção com 28.000 flores. Durante quatro dias antes da demolição a instalação foi aberta à visitação do público. As fotos só recentemente vieram parar na internet.

Não costumo gostar de instalações mas essa ficou interessante. Veja as fotos e a história aqui (junto com uma entrevista com a artista).

(achei no Mind Hacks)

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Cartum #33

Mais uma dos Peanuts, do eterno Charles Schultz. (Clique para ver ampliado)

Veja mais cartuns e quadrinhos sobre psiquiatria e psicologia aqui no blog.

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Intermezzo

 

Só uma música pra fechar o domingo. Josh Rouse – I Will Live on Islands

I will live on islands and I will see the sun.

Bibliofilia 7

Achei a imagem acima, de uma edição de 1893 de Othello: The Moor of Venice, no belo blog Book Graphics.

(E que me lembrou de escrever qualquer dia sobre a síndrome de Otelo.)

O site é uma galeria de belas ilustrações de livros, com muita coisa de Shakespeare.

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Cérebro e criatividade musical

Play what you hear, not what you know — Miles Davis

Encontrei um ótimo texto que lança luz sobre os aspectos – bastante complexos – do processo criativo na música:  Musical Creativity and the Brain

Para os preguiçosos, vão abaixo os pontos mais interessantes do texto:

  • A neurociência da criatividade é um campo – novíssimo, vasto e ainda pouco explorado –  que tem crescido junto com o desenvolvimento de técnicas de imagem neurofuncionais;
  • O que há por trás do que consideramos “inspiração” não é uma explosão de aleatoriedade e caos, mas uma série coordenada de processos cognitivos corriqueiros;
  • As funções do córtex pré-frontal relacionadas à resolução de problemas parecem ser fundamentais para o processo criativo;
  • As funções do cérebro desativadas durante a improvisação – as funções executivas – parecem ser  as mesmas desativadas durante o sonho, a hipnose e a meditação. Por outro lado, as ativadas são as mesmas da linguagem e das habilidades sensório-motoras;
  • Improvisações feitas em grupo – num quarteto de jazz, por exemplo – ativam as áreas cerebrais dos músicos relacionadas à linguagem (Wernicke e Broca). Então é REALMENTE como se eles estivessem conversando.
  • Os estudos até agora apontam que não há apenas uma área ou um único processo ligado à criatividade musical.

Atualização: um amigo me mandou um documentário genial da década de 60 com o legendário pianista Bill Evans, que levanta uma enorme placa escrita “EU JÁ SABIA!” para as informações recém-descobertas pela neurociência. Assistam e comprovem.

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