O louco da turma

Conversando ontem com amigos lembrei do personagem Louco dos quadrinhos da Turma da Mônica.
O Louco costumava aparecer nas histórias do Cebolinha, onde deixava o personagem principal mais perplexo a cada quadrinho. Nas primeiras histórias, o Louco iniciava fugindo de um manicômio e terminava invariavelmente sendo recapturado e posto em uma camisa de força no final do enredo.
O que mais me chamava a atenção nos enredos eram as livres-associações feitas pelo personagem . Em outros momentos, o que surgia era franca concretude do pensamento. Não havia nenhum tipo de delírio sistemático, mas uma sucessão de idéias inusuais, geralmente representando oposição ou inversão de conceitos.
Normalmente a loucura é pensada pelo leigo em nossa cultura desse jeito, como um comportamento quase automático de oposição ao bom-senso e ao convencionalmente aceito. É dada pouca importância ao delírio, que frequentemente é representado pela perda da identidade ou da unidade do Eu – quando um louco crê que é Napoleão, por exemplo.
Se não lembra do Louco, veja aqui uma história animada do personagem: Coisa de Louco
(ou, se preferir, leia uma história aqui)
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