O útero errante

"Ducha pélvica" para o tratamento da histeria (c. 1860)
Para lembrar sempre que a palavra “histeria” deriva de útero (hystera em grego), recomendo um bom artigo no Chirurgeon’s Apprentice, sobre as ligações históricas entre a síndrome consagrada por Freud e o órgão feminino.
O conceito da histeria nasceu na Grécia Antiga e sugeria que as doenças emocionais que normalmente acometiam as mulheres se deviam a um “útero errante” que vagueva pelo corpo em busca do seu lugar anatômico. Os sintomas incluíam insônia, retenção de líquidos, desmaios, nervosismo, falta de ar e espasmos musculares.
Today, hysteria is regarded as a ‘physical expression of a mental conflict’ and can happen to anyone regardless of age or gender. In ancient times, however, it was attributed only to women, and believed to be physiological (not psychological) in nature.
No século XVII William Harvey, conhecido por todo estudante de medicina como o primeiro a descrever o sistema circulatório, acreditava que as mulheres eram “escravas de sua própria biologia”, e atribuía ao útero características de um ser independente: “insaciável, feroz, animalesco”.
O artigo e o blog devem interessar a quem gosta de história da medicina: O, Wandering Womb! Where Art Thou?
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