Esquizofrenia em animais

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Um amigo certa vez me perguntou se cachorros podiam desenvolver esquizofrenia. Na época, pensei nos modelos animais que temos atualmente – aqueles que provocam sintomas psicóticos em ratos com substâncias reconhecidamente indutoras, tipo cetamina e anfetaminas – e respondi que sim, que seria possível. Resposta que, na época, não convenceu nem a mim mesmo.

Só recentemente achei uma base mais sólida para responder ao questionamento, dessa vez negativamente. De acordo com a recente compreensão genética e evolutiva do fenômeno, a esquizofrenia (e o autismo) parecem estar ligados a uma complexa característica desenvolvida apenas pelo bicho homem: a linguagem.

Uma matéria da Scientific American faz um apanhado da teoria que sugere que, entre todos os animais, só o homem pode sofrer de esquizofrenia.

Leia lá: Why Don’t Animals Get Schizophrenia (and How Come We Do)?

Though psychotic animals may exist, psychosis has never been observed outside of our own species; whereas depression, OCD, and anxiety traits have been reported in many non-human species. This begs the question of why such a potentially devastating, often lethal disease—which we now know is heavily genetic, thanks to some genomically homogenous Icelandics and plenty of other recent research—is still hanging around when it would seem that genes predisposing to psychosis would have been strongly selected against.

Ao contrário do que possa parecer leviano ou superficial nesse tipo de pesquisa, entender o que acontece com animais é fundamental para elucidar um fenômeno humano tão complexo como a esquizofrenia.

:: Leia mais aqui no blog  Genética da esquizofreniaEsquizofrenia e desintegraçãoEsquizofrenia em destaque

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