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Procurando sinais

Milton Greek é portador de esquizofrenia paranóide e acredita que explorar o valor simbólico e sentido dos delírios pode ajudar às pessoas que sofrem com sintomas psicóticos.

Finding Purpose After Living With Delusion é uma excelente matéria publicada no New York Times sobre a experiência pessoal de Greek.

“When I began to see the delusions in the context of things that were happening in my real life, they finally made some sense”

O vídeo que acompanha a matéria é realmente emocionante.

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Delírio ilustrado

Desenho do "Tear de Ar"

delírio paranóide esquizofrenia história da psiquiatria

Outro dia, depois de um relato feito por mim de um delírio paranóide bizarro, um estudante me perguntou qual era a temática dos delírios antigamente, digamos, na Inglaterra vitoriana. Eu havia acabado de dar um exemplo fictício – mas relativamente comum – de um paciente com esquizofrenia que acreditava que havia em seu cérebro um dispositivo eletrônico utilizado por outra pessoa para controlar seus pensamentos e emitir mensagens sonoras que só ele era capaz de escutar.

A resposta que dei ao estudante foi a seguinte: os delírios na Inglaterra do século XIX poderiam muito bem girar ao redor da tecnologia da época. Quando respondi isso, tinha em mente o famoso caso de James Tilly Matthews, considerado o primeiro caso individual amplamente documentado de esquizofenia paranóide.

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Três vezes delírio

Na década de 1950, o psicólogo Milton Rokeach documentou uma experiência pitoresca: conseguiu reunir numa mesma enfermaria psiquiátrica três pacientes delirantes que acreditavam ser Jesus Cristo. A experiência foi descrita no livro “The Three Christs of Ypsilanti“, publicado em 1964. A despeito dos vieses do “estudo” o livro tornou-se um clássico do gênero.

A  New York Review Books reeditou recentemente a obra. A Slate traz uma ótima matéria sobre o livro, escrita por Vaughan Bell, do Mind Hacks.

The early meetings were stormy. “You oughta worship me, I’ll tell you that!” one of the Christs yelled. “I will not worship you! You’re a creature! You better live your own life and wake up to the facts!” another snapped back. “No two men are Jesus Christs. … I am the Good Lord!” the third interjected, barely concealing his anger.

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Amor delirante

Erotomania (ou síndrome de De Clèrambault, para os que gostam de epônimos) é o nome que se dá em psicopatologia ao delírio cujo tema é a idéia de ser amado(a) por uma pessoa geralmente ilustre ou inacessível.

O indivíduo acometido pela síndrome desenvolve a convicção, por meio de interpetrações delirantes, que a figura que supostamente o ama dá sinais sutis do seu interesse, ou mesmo que comunica claramente (geralmente através de alucinações auditivas) o seu amor pelo doente.

A síndrome geralmente ocorre na esquizofrenia paranóide, nas psicoses maníacas e nos quadros demenciais.

Aqui vai o link para um bom artigo de revisão sobre o assunto: Síndrome de De Clèrambault: uma revisão bibliográfica

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