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Torrente de palavras

A hipergrafia, uma compulsão irresistível por escrever – em verso ou prosa – pode ser encontrada na epilepsia, notadamente naquelas com origem no lobo temporal. Também pacientes em episódio maníaco ou esquizofrenia podem apresentar essa necessidade de escrever abundantemente.

Há quem diga que o escritor russo Fiódor Dostoiévski apresentava o sintoma como parte da sua epilepsia. A mesma suspeita é levantada quando se fala de Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas.

Em algumas condições não necessariamente patológicas, a hipergrafia também pode render a entrada no panteão da literatura. É o caso do escritor americano Arthur Crew Inman (1895-1963).

Entre 1919 e 1963 Inman escreveu um diário com nada menos que 17 milhões de palavras sobre eventos, pessoas e observações de um período de mais de quatro décadas do século XX. Em breve será lançado um filme com John Hurt sobre a vida do autor. Veja aqui o site oficial: Hypergraphia.

Acima, ilustrando o post, um poema comcreto de Lewis Carroll intitulado “The Mouse’s Tale” (um trocadilho entre tale e tail, respectivamente, conto e cauda)

(Peguei a dica do filme em The Neurocritic)

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Dostoiévski, suicídio e paranoia

Encontrei uma excelente dica de leitura no ótimo blog Ler para Contar, de Ju Diniz.

O texto A Docilidade em Dostoiévski dá uma palhinha da novela Uma Criatura Dócil de um dos gigantes da literatura russa.

Na história, uma jovem de 16 anos, órfã e pobre, é levada a se casar com um usurário mais velho, cuja personalidade é marcada pelo ciúme e paranoia. O romance relata a breve história do casamento, a partir da perspectiva atormentada do marido, em desespero pelo suicídio da mulher.

Vai lá.

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Dostoiévski em crise

Matéria interessante sobre a epilepsia de Dostoiévski que destaca alguns trechos da obra do escritor russo: Diagnosing Dostoyevsky’s epilepsy

An early attempt at diagnosing Dostoyevsky’s condition was made by Sigmund Freud, who trained as a neurologist, and described epilepsy as “an organic brain disease independent of the psychic constitution”. Freud believed that the condition was incompatible with great intellect, because it was “associated with deterioration and retrogression of the mental performance”; “What is generally believed to be epilepsy in men of genius,” Freud wrote, “are always straight cases of hysteria”.

Via Neurophilosophy

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