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Cada cabeça, uma sentença

Gostei dessa coleção de modelos frenológicos de 1831. As cabeças em miniatura foram esculpidas por William Bally, que foi aluno de Spurzheim, o mais distinto discípulo de Franz Gall.

Os frenologistas acreditavam que o formato e tamanho do cérebro – e, por extensão, suas projeções no crânio – determinavam a personalidade.  Essas cabecinhas devem ter sido usadas para ensinar frenologia ou talvez para servir como referência no estudo.

Leia o que já postei sobre frenologia e correlatos aqui, aqui e aqui.

Clique na imagem para ver mais da coleção, no Science Museum.

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História da frenologia

O blog Providentia traz um ótimo resumo da história da frenologia que menciona os principais nomes dessa ciência do século XVIII.

A frenologia admitia que cada faculdade mental tinha uma localização específica no cérebro. Alguns cientistas no período, notadamente Franz Gall, tentaram determinar como o cérebro funcionava a partir da premissa do mapeamento anatômico das funções. Com os dados empíricos obtidos, o ramo prático da frenologia passou a gerar interesse no meio científico a partir do início do século XIX.

A frenologia prática consistia em tirar medidas do crânio,  principalmente de suas calosidades e saliências, para determinar traços de personalidade do indivíduo. Segundo a teoria vigente, os acidentes da calota craniana refletiam a hipertrofia ou hipotrofia de certas regiões cerebrais. Os achados da frenologia ganharam alguns desdobramentos: Lombroso, por exemplo, utilizou alguns postulados para fundar sua antropologia criminal.

Although the idea that mental abilities were linked to specific locations in the brain dates back to Aristotle, true scientific work into the nature of brain functioning didn’t begin until the late 18th century. While early visionaries such as Emmanuel Swedenborg made some inspired guesses about how the brain worked, it was German neuroanatomist Franz Joseph Gall who can properly be considered the father of phrenology.

Leia aqui a matéria: Reading the bumps

Veja aqui um aparelho do período, o psicógrafo, que seria capaz de medir automaticamente as calosidades do crânio e determinar a personalidade de uma pessoa em poucos minutos.

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Anatomia do mal

O médico italiano Cesare Lombroso (1835-1909)  foi o primeiro a tentar tornar a antropologia criminal uma disciplina com rigor científico. Na quarta edição do seu livro L’Uomo Delinquente (1899) ele utilizou várias fotografias na tentativa de provar que o “criminoso inato” poderia ser identificado por suas características anatômicas.

Na imagem acima, extraída do livro em questão, estão as fotos de “loucos criminosos” (pazzi criminali). Preste atenção nos números 29 e 50, portadores da “loucura circular” (pazzia circolare / folie circulaire). O termo foi cunhado pelo psiquiatra francês Jean-Pierre Falret (1794 – 1870) para demominar o quadro que hoje chamamos de transtorno bipolar.

Clique na imagem para ampliar.

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Frenologia espacial

Sabe aqueles bustos de frenologia? Então.

(via @vaughanbell)

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