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A Era do Insight

Eric Kandel, ganhador do Prêmio Nobel de fisiologia/medicina de 2000, publicou recentemente o livro “The Age of Insight: The Quest to Understand the Unconscious in Art, Mind, and Brain, from Vienna 1900 to the Present

O blog Frontal Cortex, traz uma resenha sobre o livro e uma ótima entrevista com o autor, reconhecido mundialmente por suas descobertas no campo da neurociência. Além de cientista brilhante, Kandel é mencionado como um intelectual versado em assundos que vão de arte alemã à história da psicanálise.

I think Freud would love modern neuroscience. Freud developed his tripartite structure of the mind, clinical observation, theory of psychoanalysis, in the hope that, someday, this would be translated into brain sciences, he was aware that what he was developing a cognitive psychology – psychoanalysis – and that this was bound to be modified, and, in part, falsified, by biology.(…)In fact, if you look around, it is amazing how much of our view of the mind follows outlines of Freud’s thinking.

O livro deve interessar tanto a quem gosta de história da psiquiatria e da neurociência quanto ao pessoal da psicanálise.

Clique aqui ou na imagem para ler a resenha/entrevista.

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Cartum #34

Gosto muito dessa série de tirinhas do Adão Iturrusgarai intitulada “Anos de análise“.  (Clique pra ver em tamanho maior)

 

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Os perigos do método

 

O novo filme de David Cronenberg (Spider, Crash, A Mosca) certamente vai entrar para a videoteca dos psicanalistas. A Dangerous Method (2011) deve estrear em novembro e traz Viggo Mortensen no papel de Freud e Michael Fassbender como Carl Jung. A história gira em torno do romance entre Jung e a paciente Sabina Spielrein (vivida por Keira Knigtley).

Apesar de uma versão dessa história já ter ido para as telas há alguns anos, no filme”Jornada da Alma“ (uma jornada capenga conduzida por fraquíssimas atuações em uma produção bem pé-duro, na minha opinião), o novo do Cronenberg parece ser bem atrativo.

É esperar pra ver.

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Cartum #22

(por Overdose Homeopática, via Até o tálamo)

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Movidos a fantasia

O assunto deve interessar ao pessoal da psiquiatria infantil – 10 filmes para entender as fantasias e comportamento das crianças:

1.Onde vivem os monstros (EUA, 2009)
2.O senhor das moscas (Inglaterra, 1963)
3.Os incompreendidos (França, 1959)
4.A viagem de Chihiro (japão, 2001)
5.O labirinto do fauno ( Espanha / México, 2006)
6.Nó na garganta (EUA,1997)
7.A língua das mariposas (Espanha, 1999)
8.A fantástica fábrica de chocolate (EUA, 1971)
9.Minha vida em cor-de-rosa (França/ Bélgica / Inglaterra, 1997)
10.A força da ilusão (EUA,1992)

>> Aproveite e veja outros posts sobre filmes, psiquiatria e psicologia.

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Cinema enfeitiçado

 

Eu já tinha mencionado aqui e aqui o filme Spellbound (“Quando fala o coração“. EUA, 1945)

Nesse thriller de Alfred Hitchcock Ingrid Bergman faz o papel de uma jovem psiquiatra que tenta tratar a amnésia dissociativa do (possível) criminoso vivido por Gregory Peck. O problema é que o uso excessivo de elementos de psicanálise que caíram no gosto da cultura popular – geralmente simplistas e hoje considerados obsoletos – no  pós-guerra não consegue esconder uma trama de assassinato um tanto fraca para os padrões do diretor. Esse é o ponto baixo do filme.

No ponto alto – além, é claro, da beleza e do talento de Ingrid Bergman, capazes de gerar uma transferência erótica maciça e imediata em qualquer marmanjo –  temos a brilhante sequência de sonho (no vídeo acima) criada por Salvador Dali exclusivamente para o filme.

O artista catalão já havia feito cinema junto com Buñuel em A Idade do Ouro e no antológico Um Cão Andaluz (que pode render um post no futuro). Dali criou várias sequências oníricas que não foram usadas na edição final de Spellbound. Hitchcock costumava lembrar de uma das impressionantes sequências perdidas: a cena de uma estátua partindo ao meio e revelando em seu interior Ingrid Bergman.

Não sei das cenas que se perderam mas considero o que ficou no corte final espetacular. Assista e tire suas conclusões.

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Cartum #18

 

(adaptado de The New Yorker)

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Musas da histeria

Leio no Morbid Anatomy sobre o recém-lançado livro Medical Muses: Hysteria in Nineteenth-Century Paris. O livro trata das pacientes Blanche, Augustine e Geneviève, internadas em Salpetrière no final do século XIX. Durante sua estadia no hospital, os graves sintomas histéricos apresentados pelas três mulheres atraíam multidões de visitantes e inspiraram escritores, pintores e escultores.

To what degree their disease was socially determined and to what degree it was physically determined is impossible to say. If they showed up at a hospital today, suffering from the same symptoms, they would probably be diagnosed with schizophrenia or conversion disorder or bipolar disorder.

Além de uma boa resenha a obra, o post no Morbid Anatomy traz uma pequena galeria de fotos da histeria feitas no período.

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Cartum #17

" Então, qual é o seu problema?"

(via The New Yorker)

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Cartum #16

"Cmo akilo fez vc c sentir?"

(via The New Yorker)

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Divã de celulóide

Uma lista de filmes nos quais a psicoterapia / psicanálise ou o terapeuta têm um papel importante. Alguns podem ser úteis em aulas para apresentar o tema:

- Freud Além da Alma (EUA, 1962)
- Eqqus (EUA/Iglaterra, 1977)
- Jornada da Alma (Itália/ França/ Inglaterra, 2002)
- A outra (EUA, 1988)
- Quando fala o coração (EUA, 1945)
- O Quarto do Filho (Itália/França, 2001)
- Gente como a gente (EUA, 1980)

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Ciência dos sonhos

Uma série de artigos da Scientific American discute assuntos que teimam em permanecer parcialmente insondáveis à ciência. O primeiro tema é o sonho: Too Hard for Science?: The sense of meaning in dreams

A matéria é baseada numa entrevista com o pesquisador do sono Robert Stickgold e traz insights interessantes sobre o tema do ponto de vista da neurociência.

What is it about the dream process that so frequently and universally across people generates this very strong perception of something like importance or significance or deepness, a feeling we find hard to define, and one that’s often totally wrong, in that when you tell others about your dreams, you find they don’t have any obvious significance?

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Cinema limítrofe

Muito tem se falado sobre o transtorno de personalidade borderline (ou limítrofe) mas, diferente de entidades como pânico e depressão, o transtorno de personalidade é algo difícil de se descrever genericamente, sobretudo para o público leigo. Selecionei alguns filmes e personagens que podem ajudar a entender como funciona um indivíduo borderline ( ou “border“, como é carinhosamente chamado  pelos estudantes e residentes).

- Atração fatal (1987): personagem Alex , pela excelente Glenn Close
- Igual a tudo na vida (2003): personagem Amanda
- Garota, interrompida (1999): Lisa
- A malvada (1950): Eve (essa informação não deixa de ser um spoiler)
- A vida e morte de Peter Sellers (2004): o ator Peter Sellers, retratado pelo gigante Geoffrey Rush
- Pecados íntimos (2006): Sarah
- Cada um vive como quer (1970): Robert
- Mulher solteira procura (1992): Hedy. Ou seria Allie?
- Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004): Clementine

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Vastas emoções e pensamentos imperfeitos


Se existe um cineasta capaz de recriar com perfeição em filmes aquele clima dos sonhos, esse cineasta é David Lynch. O diretor americano sempre consegue reunir na tela com muita habilidade elementos que fazem a gente ressoar emocionalmente como se estivesse dentro do sonho ou pesadelo dos personagens.

Selecionei do Lynch e de outros diretores algumas grandes sequências oníricas do cinema (clique para ver o vídeo dos trechos):

- Twin Peaks (David Lynch)
- Um cão andaluz (Luis Buñuel)
- O Chamado* (Gore Verbinski)
- Cidade dos Sonhos (David Lynch)
- 8 1/2 ( Federico Fellini)
- O Grande Lebowski (Irmãos Coen)
- Spellbound (Alfred Hitchcock)
- Akira (Katsuhiro Ôtomo)

* Essa sequência não é propriamente de sonho mas entrou na lista pela dose de surrealismo.
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