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Shakespeare e o suicídio

Gostei deste texto que li no blog The Art of Psychiatry sobre o suicídio nas peças mais famosas de William Shakespeare.

A autora Katrina Davis discute, com um sutil senso de humor, como seria possível salvar os personagens do trágico fim pelo auto-extermínio. Ela sugere, por exemplo, que nos dias de hoje Ofélia (da peça Hamlet) poderia ser encaminhada a um serviço de Intervenção Precoce para manejo de um primeiro surto.

We have seen that there are a number of deaths in Shakespeare tragedies our society might view as preventable. Public health measures against suicide and poisoning may have helped Juliet, and her Romeo might have been helped by offender rehabilitation. Treatment for mental health or emotional problems might have helped Hamlet and Lady Macbeth. An integrated approach to assessing and managing cognitive decline may have helped King Lear and his family.

É em inglês, mas vale a pena ler com calma.

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Bibliofilia 7

Achei a imagem acima, de uma edição de 1893 de Othello: The Moor of Venice, no belo blog Book Graphics.

(E que me lembrou de escrever qualquer dia sobre a síndrome de Otelo.)

O site é uma galeria de belas ilustrações de livros, com muita coisa de Shakespeare.

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Loucura feminina no século XIX

John Everett Millais: Ophelia, 1851-1852

 

HerStoria é uma revista toda dedicada ao papel da mulher na história. Encontrei lá um ótimo artigo sobre a loucura feminina e suas ligações simbólicas, com foco no século XIX. O texto não é longo, e vale pelo condensado de informações curiosas.

Ofélia (Ophelia), personagem de Hamlet, foi um símbolo comumente usado para representar a loucura no sexo feminino.  A personagem, vítima de uma morte trágica (provavelmente suicídio), enlouquece após a morte do pai. Seus discurso final na na célebre peça de Shakespeare é impregnado de um conteúdo erótico latente.

O mesmo erotismo foi considerado a principal causa das enfermidades mentais na mulher da Era Vitoriana. Nesse período um certo dr. Isaac Baker Brown desenvolveu a clitoridecotmia, a remoção cirúrgica do clitóris com o objetivo de curar a insanidade.

Leia mais em Women and Madness.

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Os sofrimentos do jovem Hamlet

Ótimo (e curto) texto sobre alguns aspectos psicopatológicos do personagem mais célebre de Shakespeare: A Melancolia em Hamlet

Durante a tragédia, Shakespeare marca o caráter do protagonista com uma notável manifestação de tristeza. A peça, que traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida, mostra que o dramaturgo, sem pesquisas e fundamentos científicos, mas com intuição e sensibilidade, percebeu exatamente como se comporta um homem acometido pela depressão.

Quem escreve é Renata Calheiros Viana, do blog A Arte da Medicina.

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