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Cartum #47

– Você tem uma série de problemas de saúde maçantes, então vou prescrever maconha terapêutica pra mim mesmo.

 

(via The New Yorker)

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Cão de olhos negros

Vi no Mental Elf uma matéria sobre a ineficácia na prevenção de sintomas depressivos das chamadas low-intensity interventions – em português, algo como intervenções leves, ou seja, aquelas que não se baseiam em medicações ou atuação direta do terapeuta. É o caso de atividades físicas de grupo e terapia cognitiva computadorizada.

Pois é, parece que isso não funciona bem para evitar que pacientes com depressão voltem a adoecer, como você pode ler aqui. Mas não foi isso que me chamou a atenção.

O que gostei mesmo foi da menção à canção de Nick Drake chamada Black Eyed Dog (escute no vídeo acima). Aparentemente, a letra é sobre a inevitável instalação da melancolia no espírito das pessoas que sofrem de depressão. Sabidamente, o compositor e músico britânico Nick Drake era portador da doença e suicidou-se poucos meses após gravar a música, depois de tomar uma overdose do antidepressivo imipramina.

A black eyed dog he called at my door
The black eyed dog he called for more
A black eyed dog he knew my name
A black eyed dog.

I’m growing old and I wanna go home
I’m growing old and I don’t wanna know.

A black eyed dog he called at my door
A black eyed dog he called for more.

Já havia falado sobre Nick Drake aqui. E sobre outras músicas cujo tema é a depressão, aqui.

P.S.: Ainda sofro com problemas no computador. Devo voltar a postar com mais frequência a partir da próxima semana. Té.

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Neuroses de guerra II

 

Shades of Gray (EUA,1947) é um documentário sobre o tratamento das neuroses de guerra. No filme, algumas situações baseadas em casos reais são encenadas por atores. O documentário completo, divido em oito partes, pode ser visto online aqui.

Os tratamentos disponíveis no pós-guerra incluíam  hipnose, hidroterapia e eletroconvulsoterapia. É visível a mudança na qualidade dos tratamentos oferecidos aos combatentes da Segunda Guerra quando comparado àqueles disponíveis  para os soldados nas primeiras décadas do século XX.

Durante a Primeira Guerra Mundial um dos “tratamentos” desenvolvidos na França consistia em eletrocutar o soldado com shellshock até que ele concordassem em voltar ao campo de batalha. O terrível método, cientificamente batizado de “faradização” era chamado pelos combatentes de torpillage (“bombardeio” em francês) por conta da sensação provocada pelas correntes elétricas no corpo.

Aqui, o link para um artigo sobre a torpillage.

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